Manifestantes em São Paulo repudiam intervenção dos EUA e exigem libertação de Nicolás Maduro
Ato em frente ao Consulado Americano reúne sindicatos e movimentos sociais em defesa da soberania venezuelana.
Ricardo de Moura Pereira
1/6/20261 min read


São Paulo – Centenas de manifestantes, organizados por sindicatos, movimentos sociais e entidades como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), tomaram as ruas da capital paulista na tarde desta segunda-feira (5 de janeiro de 2026) para protestar contra a recente operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores.
O ato, realizado em frente ao Consulado dos Estados Unidos na zona sul da cidade, foi marcado por palavras de ordem como “Maduro livre”, “Fora Trump da América Latina” e “Respeito à soberania da Venezuela”. Os participantes defenderam a autonomia do país vizinho, criticaram o que chamaram de “intervenção imperialista” e pediram a imediata libertação de Maduro, detido em Nova York sob acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas.
Em um dos momentos mais simbólicos da manifestação, manifestantes queimaram uma bandeira dos Estados Unidos, expressando repúdio à ação militar liderada pelo governo de Donald Trump, iniciada em 3 de janeiro. Representantes do MST destacaram a ameaça à soberania continental e relataram mobilizações populares na Venezuela em resposta à crise.
O protesto em São Paulo não foi isolado: atos semelhantes ocorreram em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e outras capitais brasileiras, refletindo uma onda de solidariedade à Venezuela entre setores da esquerda e movimentos sociais no Brasil.
A operação americana, que incluiu ataques aéreos e a extração de Maduro de Caracas, gerou repercussão internacional, com críticas à violação da ordem multilateral e debates sobre a legalidade da captura. Na Venezuela, Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência, enquanto apoiadores de Maduro convocam protestos em Caracas.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que o episódio reacende tensões na América Latina, em um contexto de polarização política regional. Organizações participantes prometem continuar mobilizadas até a resolução da crise e o respeito à autodeterminação venezuelana.