Fuga de Chefes do PCC Pouco Antes de Megaoperação Levanta Suspeita de Vazamento na PF
Polícia Federal Apura Se Servidores Venderam Informações para Facção Criminosa
Ricardo de Moura Pereira
8/30/20252 min read


A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação sigilosa para apurar se houve vazamento de informações que permitiu a fuga de dois líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraná. A dupla, apontada como de alta periculosidade, conseguiu escapar poucas horas antes da "Operação Fim da Linha", uma megaoperação que prendeu mais de 100 criminosos da facção em seis estados.
A suspeita é de que os alvos, que seriam o braço-direito do chefe da organização criminosa no estado e o gerente financeiro da facção, tenham sido avisados sobre a ação iminente.
A operação, que mobilizou mais de mil policiais, tinha como objetivo desarticular um esquema de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. O golpe contra a facção, que parecia ser bem-sucedido, agora enfrenta questionamentos sobre a segurança das informações.
O que se sabe sobre a fuga:
Antecipação: Os criminosos teriam fugido de suas residências em Curitiba com poucas horas de antecedência da ação policial, evitando o flagrante.
Investigação interna: A PF está vasculhando dados de celulares, computadores e comunicações internas de servidores para identificar a origem do possível vazamento.
Ação de Inteligência: A Operação Fim da Linha foi resultado de uma investigação complexa, que durou mais de dois anos, tornando o vazamento ainda mais frustrante para os investigadores.
A PF ainda não se manifestou publicamente sobre a investigação, mas a busca por respostas continua. O caso levanta um alerta sobre a necessidade de reforçar a segurança das informações em grandes operações policiais para evitar que criminosos continuem a se esquivar da Justiça.
No entanto, em coletivas de imprensa sobre a "Operação Fim da Linha", ele destacou o sucesso da ação no combate ao crime organizado. Haddad enfatizou que a operação foi a maior da história do país e que, pela primeira vez, o Estado brasileiro conseguiu atingir o "andar de cima" da organização criminosa, ou seja, as lideranças financeiras e operacionais, e não apenas os membros de baixo escalão.
O ministro ressaltou a importância da cooperação entre a Polícia Federal e a Receita Federal, destacando que essa união estratégica permitiu rastrear e bloquear ativos bilionários do PCC, como mais de 100 imóveis, veículos de luxo e uma rede de mais de 1.000 postos de combustíveis.
Embora não tenha comentado a questão do vazamento, o tom de suas declarações aponta para a importância da ação conjunta entre as diferentes forças de segurança e órgãos de inteligência, como um passo crucial para desmantelar as estruturas financeiras do crime organizado. A investigação sobre a fuga dos criminosos segue sob a responsabilidade da Polícia Federal.