Efeito Lula: Brasil Ultrapassa 5 Milhões de Empregos Formais Criados Desde 2023
Dados do Novo Caged revelam recorde histórico de 49 milhões de vínculos ativos, com saldos positivos em todos os setores econômicos e estoque de trabalho formal no maior patamar da série.
Ricardo de Moura Pereira
1/2/20262 min read


Brasília, DF – Iniciando 2026 com indicadores econômicos robustos, o Brasil celebrou no final de 2025 um marco histórico no mercado de trabalho: a superação de 5 milhões de empregos com carteira assinada gerados desde janeiro de 2023, início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 30 de dezembro, destacam não apenas a quantidade, mas a qualidade dessa recuperação, com avanços em todos os setores e regiões do país.
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o saldo foi de aproximadamente 1,89 milhão de novos postos formais, elevando o estoque total para 49,09 milhões de vínculos ativos – o maior registrado na série histórica do Caged. Somados aos 1,455 milhão de 2023 e 1,678 milhão de 2024, o período pós-2023 consolida uma trajetória de crescimento sustentado, impulsionada por políticas de retomada econômica, investimentos em infraestrutura e fortalecimento da renda.
O setor de Serviços liderou as contratações em 2025, com mais de 1 milhão de vagas, seguido pelo Comércio (+299 mil), Indústria (+279 mil), Construção (+192 mil) e Agropecuária (+85 mil). Todos os cinco grandes grupamentos econômicos apresentaram saldos positivos, refletindo uma recuperação ampla e inclusiva. Destaques vão para segmentos como fabricação de produtos alimentícios, construção de edifícios e cultivo de laranja, que impulsionaram milhares de postos.
Regionalmente, o Sudeste concentrou o maior volume absoluto, mas todas as unidades da federação contribuíram para o saldo nacional. O salário médio real de admissão também avançou, fechando novembro em torno de R$ 2.310, com ganhos reais em comparação a períodos anteriores.
Especialistas atribuem esse "efeito Lula" a medidas como a valorização do salário mínimo, ampliação de programas sociais integrados ao CadÚnico – que concentrou 80% das vagas em vulneráveis em recortes anteriores – e incentivos à indústria e ao crédito. "O cruzamento de políticas de renda, qualificação e estímulo ao emprego formal tem mudado o perfil do mercado de trabalho, promovendo inclusão e mobilidade social", avalia o Ministério do Desenvolvimento Social.
Para trabalhadores e economistas, o recorde sinaliza otimismo para 2026. Com a taxa de desemprego no menor patamar histórico (próxima a 5,2% em períodos recentes), o Brasil consolida uma economia mais resiliente, onde o emprego formal deixa de ser exceção para se tornar regra. O ano novo começa com a promessa de que o crescimento continue beneficiando quem mais precisa: o povo brasileiro.
Fonte de pesquisa. Revista Fórum