Eduardo Bolsonaro critica Moraes e afirma que pai pode ser condenado

Deputado ataca ministro do STF e avalia riscos jurídicos de Jair Bolsonaro

Ricardo de Moura Pereira

3/25/20251 min read

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) declarou que não vê saída para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diante das ações judiciais em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira (25), a Primeira Turma da Corte decidirá se aceita a denúncia contra Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado. Além desse caso, o ex-presidente ainda responde a investigações sobre as joias recebidas da Arábia Saudita e a suspeita de falsificação de cartões de vacina.

"Eu já não acredito mais que exista saída, não só para Jair Bolsonaro, mas para todas as pessoas simples que estão sendo condenadas a até 17 anos de prisão por conta do 8 de Janeiro. Pode colocar o Ruy Barbosa para defendê-lo que ele não vai escapar de uma condenação", afirmou Eduardo em entrevista ao podcast Inteligência Ltda na segunda-feira (24).

Atualmente licenciado do mandato para morar nos EUA, o deputado afirmou que um de seus objetivos é convencer autoridades americanas a agirem contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele prometeu ter "100% de disponibilidade para mostrar o que está acontecendo no Brasil" a políticos e órgãos dos Estados Unidos.

Eduardo comparou a situação à de Donald Trump, destacando a importância de manter o capital político. "Se Bolsonaro perder sua força política, já era. O Alexandre de Moraes vai trancá-lo na cadeia e jogar a chave fora. Ou ele pode ser vítima de assassinato, e vão dizer: ‘Ops, mais um crime numa prisão latino-americana’ – uma narrativa fácil de vender no mundo", declarou.

O parlamentar encerrou com um ataque direto: "Meu principal objetivo hoje é frear um psicopata chamado Alexandre de Moraes."

O julgamento desta terça analisará a abertura de ações penais contra oito dos 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O primeiro grupo inclui Bolsonaro, aliados políticos e militares, como os ex-ministros Walter Braga Netto (Defesa e Casa Civil), Augusto Heleno (GSI) e Anderson Torres (Justiça), além do ex-ajudante Mauro Cid.