Brasil 2025: Desemprego despenca ao menor nível da história em 20 estados
Taxa anual cai para 5,6% no país e bate recorde de baixa em quase 75% das unidades da federação, segundo IBGE
Ricardo de Moura Pereira
2/21/20262 min read


Em 2025, a taxa de desemprego anual no Brasil caiu para 5,6%, marcando o menor nível da série histórica da PNAD Contínua (iniciada em 2012) pelo IBGE. Esse resultado representa uma redução de 1 ponto percentual em relação aos 6,6% registrados em 2024 e reflete um momento de aquecimento significativo no mercado de trabalho brasileiro.
O destaque ainda maior aparece nos estados: em 20 unidades da federação, a taxa anual de desocupação atingiu o menor piso histórico da série. Isso significa que, em quase 75% do país, mais pessoas conseguiram emprego formal ou informal do que em qualquer outro ano desde o início da medição moderna.
Estados com recorde de baixa desemprego em 2025
De acordo com os dados divulgados pelo IBGE em fevereiro de 2026, as 20 unidades da federação que registraram suas menores taxas anuais de desemprego foram:
Mato Grosso → 2,2% (o menor do país)
Santa Catarina → 2,3%
Mato Grosso do Sul → 3,0%
Espírito Santo → 3,3%
Paraná → 3,6%
Rio Grande do Sul → 4,0%
Goiás → 4,6%
Minas Gerais → 4,6%
Tocantins → 4,7%
São Paulo → 5,0%
Paraíba → 6,0%
Ceará → 6,5%
Maranhão → 6,8%
Pará → 6,8%
Distrito Federal → 7,5%
Sergipe → 7,9%
Amapá → 7,9%
Rio Grande do Norte → 8,1%
Amazonas → 8,4%
Bahia → 8,7%
Esses números mostram uma melhora generalizada, inclusive em regiões tradicionalmente mais afetadas pelo desemprego, como o Nordeste e o Norte. Estados do Sul e Centro-Oeste lideram com taxas abaixo de 4%, impulsionados por setores como agronegócio, indústria e serviços.
Contrastes regionais persistem
Apesar da boa notícia geral, as desigualdades regionais ainda são evidentes. As maiores taxas anuais de 2025 ficaram com:
Piauí → 9,3%
Bahia → 8,7%
Pernambuco → 8,7%
Amazonas → 8,4%
Esses estados, embora tenham melhorado em relação a anos anteriores, ainda enfrentam desafios estruturais maiores, como menor diversificação econômica e dependência de setores mais vulneráveis.
Indicadores complementares e o que eles revelam
Outros dados da PNAD Contínua reforçam o cenário positivo, mas também apontam limitações:
A taxa de subutilização (que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e desalentados) caiu para 14,5% no ano — o menor da série.
O nível de ocupação atingiu patamares recordes em várias faixas etárias e regiões.
A informalidade, porém, continua elevada em algumas áreas (próxima de 38% nacionalmente e mais alta em estados como Maranhão e Pará), o que indica que parte da geração de vagas ainda ocorre sem proteção trabalhista plena.
Perspectivas para o futuro
O resultado de 2025 consolida uma trajetória de recuperação iniciada após os impactos da pandemia e da crise econômica anterior. Fatores como controle da inflação, crescimento do agronegócio, retomada da indústria e políticas de estímulo ao emprego contribuíram para esse quadro.
Para 2026, analistas aguardam se o ritmo de criação de vagas se mantém e se a qualidade dos empregos (com carteira assinada e benefícios) avança. Enquanto isso, o dado já serve como marco: o Brasil registrou, em 2025, o melhor ano do mercado de trabalho em mais de uma década.
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