Bolsonarista deportada dos EUA, e presa no Brasil

Após ser condenada a 13 anos e 6 meses de prisão por atos antidemocráticos, Rosana Maciel Gomes se tornou foragida.

Ricardo de Moura Pereira

8/29/20252 min read

Na noite de quarta-feira (27), a Polícia Federal (PF) deteve a brasileira Rosana Maciel Gomes, sentenciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos e 6 meses de prisão por delitos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Por volta das 18h30, uma mulher foi presa no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana. Ela chegava de um voo charterizado pelo governo dos Estados Unidos, destinado a deportados brasileiros.

A PF comunicou que Rosana foi presa pela imigração dos EUA e, após passar por um exame de corpo de delito, foi encaminhada ao Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, localizado em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Condenada pelos atos do 8 de janeiro

Rosana, envolvida nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, foi detida em flagrante no Palácio do Planalto.
Em maio de 2023, a PGR apresentou uma denúncia ao STF, que a aceitou. A denúncia acusava-a de crimes como golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Contudo, em agosto, o ministro Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória a ela, impondo medidas cautelares como tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, entrega de passaportes e proibição de uso de redes sociais.

Essas medidas não foram cumpridas, uma vez que Rosana deixou de comparecer à Vara de Execução de Penas em Goiânia em janeiro de 2024. Isso levou o ministro Moraes a bloquear seus bens, e a PGR solicitou a prisão preventiva e a inclusão de Rosana na Difusão Vermelha da Interpol, o que foi aprovado pelo STF. Autoridades estrangeiras informaram sobre sua passagem por nações como Uruguai, Argentina e Peru.

Após os recursos da defesa, que alegava que Rosana não havia se envolvido em atos violentos e que não havia provas suficientes para condená-la, terem sido negados em abril de 2024, a prisão preventiva foi transformada em definitiva.

Como resultado, a ré foi condenada a 13 anos e 6 meses de prisão — 12 anos de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção —, além de 100 dias-multa e do pagamento solidário de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

 Fonte - Notícias ICL